Ninho Hospital Veterinário

Doença Articular Degenerativa

02/03/2021

Doença Articular Degenerativa

A doença articular degenerativa (DAD), em pequenos animais, é uma enfermidade comum, progressiva, não infecciosa e bastante complexa, que acomete a cartilagem das articulações sinoviais. Ela é conhecida também por artrose, osteoartrose e osteoartrite, caracterizada por ser uma alteração crônica de evolução lenta, com possibilidade de formações ósseas e fibrose dos tecidos moles periarticulares.

 Essa alteração é consequência da instabilidade articular, da sobrecarga mecânica ou resposta a outras doenças articulares. Pode ser considerada primária, geralmente associada ao envelhecimento orgânico dos animais e sem causas definidas, ou ainda secundária à uma anormalidade, como fraturas, luxações, sobrepeso, entre outras. O sinal clínico inicial é claudicação de membro, e posteriormente observamos alterações de postura, dificuldade de locomoção, dor articular, edema local, e ainda, em casos mais graves, atrofia muscular.

O diagnóstico é feito com associação da anamnese, exame clínico e achados radiográficos. Na radiografia, podemos observar diversas alterações como cistos subcondrais, diminuição do espaço articular, osteófitos, efusão articular, entre outros. Esse exame é considerado um meio de diagnóstico preciso, desde que seja realizado por um médico veterinário especialista, e ainda é considerado benéfico por ser não invasivo e de baixo custo.

O tratamento da DAD se baseia em proporcionar o alívio da dor e desconforto do animal, na restauração das articulações afetadas e na prevenção ou retardo de novas alterações degenerativas. Quando essa alteração é secundária, o tratamento cirúrgico pode ser instituído para corrigir a causa desencadeante da doença. Algumas medicações podem ser associadas conforme a indicação do médico veterinário responsável, levando em conta a necessidade e a condição clínica do paciente. Indicações como repouso e caminhadas leves, perda de peso, fisioterapia e acupuntura são importantes no tratamento da enfermidade.

Os animais acometidos por essa doença infelizmente não terão suas funções normais totalmente reestabelecidas e podem vir a apresentar algum sinal clínico durante toda vida. O tratamento, porém, proporciona qualidade de vida ao paciente, mesmo que com algumas limitações. Tudo vai depender da adesão por parte do tutor, da resposta do paciente e da severidade das alterações ao iniciar a terapia. O diagnóstico precoce é sempre a solução!

 

Maraína Basso Guterres

CRMV 12935


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